Sou Natalie Mirêdia, artista visual capixaba, que trabalha e vive entre São Paulo e o Espírito Santo. A partir da reflexão sobre a fragilidade e a agressividade que cercam alguns materiais, interessa-me descobrir como esses opostos podem coexistir ao se apresentarem como um dado de sensação, o qual se materializa como objeto artístico. Considero o corpo como um elemento que suscita questões sobre a fragilidade da matéria e por isso realizo experimentações com diferentes materiais que problematizam o corpo vivo e orgânico, seja pelo viés da agressividade ou da própria fragilidade. Considero meu próprio corpo como um elemento delicado, mas o qual, dependendo da ação, torna-se um corpo que expressa hostilidade, seja pelo excesso de materiais utilizados ou pelo acúmulo de movimentos bruscos. Tenho pesquisado sobre os processos de criação em artes através da corporeidade e da materialidade, resultando em trabalhos de performance, fotografia, vídeo, instalação e objeto.

 

Atualmente, faço mestrado na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo em Artes Visuais. Desenvolvo pesquisas na área de Teoria e História da Arte Moderna e Contemporânea, Performance e Processos Criativos. Já participei de exposições e mostras no Brasil e no exterior, como no Instituto Tomie Ohtake, nas Caixas Culturais do Brasil, na Academia de Teatro de Helsinki, no Centro Le Lieu en Art Actuel, Canadá, no Núcleo Arts Centre, Reino Unido, no Centro Cultural Manzana de la Riviera, Paraguai, entre outros. Trabalho também como arte educadora a partir de dinâmicas e projetos independentes que agregam diferentes grupos etários, como crianças a partir de 3 anos e pós-graduandos na área de artes e afins. Como produtora cultural e coordenadora, atuei em diversas exposições coletivas, festivais e acompanhamentos artísticos, como você poderá ver no meu CV completo.

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